Poucas peças da moto trabalham tanto e recebem tão pouca atenção quanto o pneu de moto. É ele o único ponto de contato entre você e o asfalto: em cada frenagem, curva ou arrancada, tudo o que o motor, os freios e o piloto fazem passa por dois retângulos de borracha do tamanho da palma da mão. Quando esse contato falha, não há tecnologia que salve. E em Belo Horizonte, onde a topografia de ladeiras se junta a chuvas fortes de verão, cuidar dos pneus deixa de ser detalhe e vira questão de segurança.
A seguir, a equipe da BHG Motos reúne o essencial para rodar com confiança: identificar o desgaste, calibrar do jeito certo, escolher o tipo de pneu e pilotar com segurança quando o tempo fecha.
Pense em tudo que depende da borracha tocando o chão: a moto acelera, freia e faz curva graças ao atrito dos pneus. Suspensão, ABS e freios de qualidade só funcionam se houver aderência para transmitir essa força ao solo. Um pneu em bom estado transforma o comando do piloto em movimento seguro; um pneu gasto ou mal calibrado joga esse esforço fora justamente no momento em que você mais precisa. Antes de investir em acessórios, vale olhar para baixo: o pneu certo, na pressão certa e com sulcos em dia, é o upgrade de segurança mais barato que existe.
Você não precisa ser mecânico para avaliar seus pneus. Todo pneu tem um recurso simples chamado TWI (Tread Wear Indicator, ou indicador de desgaste). São pequenas saliências no fundo dos sulcos, sinalizadas por um marcador na lateral do pneu, geralmente um triângulo ou as letras “TWI”.
Faça essa inspeção com frequência e passe a mão pela superfície procurando ondulações, cortes, bolhas ou objetos cravados.
A pressão é o ajuste mais fácil e o mais negligenciado. Um pneu com a calibragem errada muda o comportamento da moto, aumenta o desgaste e reduz a segurança.
Onde achar a pressão certa? Nunca no chute. Os valores recomendados pelo fabricante ficam em uma etiqueta na moto (em geral na balança traseira ou embaixo do banco) e no manual do proprietário. Respeite os números para piloto sozinho e para piloto com garupa, que são diferentes.
Nem todo pneu serve para todo uso. Escolher o modelo certo para o seu dia a dia melhora a durabilidade e a segurança.
Uma regra de ouro: respeite as medidas originais da moto e evite misturar marcas ou desenhos muito diferentes entre dianteiro e traseiro, o que pode deixar a moto instável.
Na chuva, a água forma uma película entre o pneu e o asfalto. O trabalho dos sulcos é justamente expulsar essa água para que a borracha continue tocando o chão. Quando os sulcos estão gastos, a água não tem para onde ir e o pneu perde contato: é a temida aquaplanagem, quando a moto “flutua” e não responde à direção nem aos freios.
Além do pneu careca, aumentam o risco a velocidade alta, as poças de água e a pressão inadequada. Nos primeiros minutos de chuva o perigo é ainda maior: a água se mistura com óleo e poeira depositados no asfalto e forma uma camada escorregadia. Reduza a velocidade logo que começar a chover.
Com pneus em bom estado e a postura certa, dá para rodar com segurança mesmo debaixo d’água. As chaves são suavidade e antecipação.
Trocar o pneu não é só questão de sulco gasto. A borracha envelhece e resseca mesmo em pneu pouco rodado, perdendo elasticidade e aderência.
Pneu velho é falsa economia: custa pouco perto de uma queda. Na dúvida, troque.
Manter os pneus em dia é o gesto mais simples e mais poderoso para rodar com segurança, na cidade ou na estrada, no sol ou na chuva. Inspecione o desgaste, respeite a calibragem, escolha o pneu certo para o seu uso e redobre a atenção quando o tempo fechar em Belo Horizonte.
E quando for a hora de trocar de moto, comece com o pé direito: a BHG Motos entrega motos revisadas e prontas para rodar, para você sair da loja sabendo que a segurança começa no contato com o solo. Passe na BHG Motos e conte com a nossa equipe para tirar suas dúvidas.